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A água na Agricultura

2021-05-25

As indústrias, os estilos de vida e as necessidades pessoais das nossas populações em crescimento disputam também com a natureza a utilização de água não poluída. As alterações climáticas trazem um elemento adicional de incerteza no que respeita à disponibilidade de recursos hídricos. Tendo em conta as perspetivas de mudanças nos padrões da precipitação, é de esperar que, de futuro, a disponibilidade de água doce nalgumas regiões da Europa venha a ser superior à de outras. Confrontados com um consumo crescente e com as alterações climáticas, aumento populacional, e inclusivamente a natureza, enfrentarão dificuldades para satisfazer as suas necessidades de água. Em caso de escassez de água, a indústria e os agregados familiares poderão desenvolver formas de utilizar menores quantidades de água, mas os nossos ecossistemas dependentes de água correm o risco de sofrer danos irreversíveis.

Mediante a adoção de práticas agrícolas corretas e de soluções políticas conexas, é possível obter ganhos de eficiência significativos na utilização de recursos hídricos na agricultura, o que permitiria dispor de mais água para outras utilizações, em especial para a natureza.

Em países do sul da Europa, como a Grécia, Itália, Portugal, Chipre e Espanha, e no sul de França, as condições áridas ou semiáridas impõem o recurso à irrigação. Nestas regiões, cerca de 80% da água atualmente consumida pela agricultura é utilizada na irrigação.

No entanto, não é necessário que a utilização de água na irrigação seja tão intensiva. Atualmente, já se conseguem ganhos de eficiência na utilização da água em toda a Europa, quer através da eficiência do transporte (a percentagem de água captada e fornecida aos campos) e a eficiência da utilização no terreno (a água efetivamente utilizada numa cultura, em comparação com a quantidade total de água fornecida a essa cultura). Na Grécia, por exemplo, a melhoria da eficiência das redes de transporte e distribuição permitiu obter um ganho de eficiência estimado em 95% na utilização da água em comparação com os métodos de irrigação anteriormente utilizados.

A intervenção política é essencial para incentivar o setor agrícola a adotar práticas de irrigação mais eficientes. No passado, por exemplo, as políticas de preços da água nalguns países europeus não exigiam necessariamente que os agricultores fizessem uma utilização eficiente dos recursos hídricos.

Para além da modificação das técnicas de irrigação, é igualmente possível obter ganhos em matéria de poupança na utilização e nos custos da água através de programas de formação e de partilha de conhecimentos, que permitam familiarizar os agricultores com práticas mais eficientes de utilização da água. Em Creta, por exemplo, foram conseguidas poupanças de água de 9-10% através da utilização de um serviço de aconselhamento sobre a irrigação. Este serviço informa por telefone os agricultores sobre o momento e a maneira de utilizar a água nas suas culturas com base em estimativas diárias das condições que as afetam. A alteração das práticas agrícolas pode também melhorar a qualidade da água disponível para outros utilizadores com uma boa relação custo-eficácia. O recurso a fertilizantes e pesticidas orgânicos e inorgânicos, por exemplo, pode resolver muitos dos problemas de poluição da água causados pela agricultura. Além disso, existe um potencial significativo de melhoria da qualidade da água em toda a Europa, com pouco ou nenhum impacto na rendibilidade ou na produtividade, por exemplo, mediante a diminuição do recurso a pesticidas, a modificação da rotação das culturas e a criação de faixas-tampão ao longo dos cursos de água.

 Fonte: Agência Europeia do Ambiente


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